Linhas de Trabalho nas sessões do Templo a Caminho da Paz

O Templo A Caminho da Paz tem sessões de diversas linhas dentro de sua liturgia. Tem sessões de apenas uma ou mais linhas em uma única gira, a depender da necessidade do trabalho a ser realizado no dia.

São consideradas as linhas de trabalho fundamentais de Umbanda pela Teologia de Pai Cipriano:

  1. Caboclos de Pena: São sessões onde os falangeiros de Oxóssi prestam passe, descarga e atendimento para os consulentes. O Guia-Chefe desta linha é o Caboclo Oxóssi Sete Flechas das Almas, também dirigente da segunda filial com seu nome, atualmente na Rua Pereira Nunes, 182, Tijuca, Rio de Janeiro.
    Podemos dizer que a sessão de caboclos é a sessão onde pode-se pedir cura, prosperidade, ensinamentos, conselhos doutrinários e desobsessão, pois todos os diversos falangeiros trabalham com essas atribuições e após cada uma das sessões, os pedidos são direcionados ao guia espiritual mais competente para realizar os pedidos feitos durante a gira.
    São os dirigentes de 7º Grau da linha de Caboclos: Caboclo Oxóssi Sete Flechas das Almas e Caboclo Flecheiro.
  2. Pretos Velhos: Os pretos velhos compõe a falange de espíritos ancestrais que trazem a essência africana para o nosso terreiro. O Guia-Chefe desta linha também é o presidente da Instituição, o nosso querido Pai Cipriano Quimbandeiro das Almas. Assume a direção em situações especiais o Pai Antônio da Bahia, ambos da coroa do dirigente terreno, sr. Armando Fernandes.
    Os pretos velhos trazem o ensinamento de magia e paciência, perseverança e resiliência, mas nunca advogam pela inércia, pela preguiça. Preto velho anda devagar mas não deixa nenhum filho no caminho. Pretos velhos representam o acolhimento doce de vovô, a austeridade de um pai mas sempre dando colo espiritual para seu assistido. Da mesma forma que em todas as sessões, após a sessão no plano físico, os pedidos são encaminhados para a cúpula para atendimento no momento preciso e necessário.
    São os dirigentes de 7º Grau da linha de Pretos Velhos: Pai Cipriano das Almas e Vovó Catarina do Cruzeiro das Almas.
  3. Ibejada – Crianças: As crianças espirituais na umbanda, por vezes referidos como erês, termo que evitamos no nosso terreiro para não nos apropriarmos de um termo que é próprio dos cultos de candomblé, é uma sessão de alta magia, apesar de toda roupagem inocente das crianças. As crianças, com sua sinceridade e espontaneidade, trabalham energizando os consulentes, médiuns e o próprio ambiente. Eles trazem palavras de doçura e esperança – mas falam a verdade sem filtros. É nossa tradição ter a sessão de crianças como a mais propícia para pedir causas impossíveis, pois criança faz e desfaz o que praticamente nenhuma outra linha faz. E se agradam com pouco – mas sempre cumpra a promessa, pois mesmo as crianças espirituais são “temperamentais”.
    São os dirigentes de 7º Grau da linha de Ibejada: Francisquinho da Cachoeira e Mariazinha da Beira da Praia
  4. Exus e Pombogiras: Nossos compadres e comadres são os guias à esquerda que compõe o círculo que envolve e protege o nosso Templo. Chamaremos aqui por vício de linguagem “exus” e “pombogiras” como corruptela para os falangeiros do Orixá Exu e do Inquice Pambu-a-njila, de origem bantu, inquice feminino que rege as encruzilhadas. Exus e Pombogiras são responsáveis por agir contra magia negativa, dando conselhos ligados à vida terrena, como amor, bem-estar, sexualidade, força, dando caminho e direção para os consulentes e médiuns. Cabe dizer que como os falangeiros de Exu são muito próximos a nós, eles também refletem isso na sua manifestação mediúnica – cada exu tem uma forma de trabalhar e se portar, mas no astral eles são os mensageiros, tal como o Orixá. Demandas de maior urgência podem ser pedidas a exus ou aos exus-mirins, linha da qual falaremos na próxima seção.
    São dirigentes de 7º Grau da linha de Ganga: Exu Tranca Rua das Almas e Pombogira Maria Padilha das Sete Encruzilhadas.
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